Técnicas de Memorização e Aprendizagem Rápida para Eng. de Requisitos / Analistas de Negócio

Em nossa live da semana passada (clique aqui para ver o vídeo final) chegamos a conclusão que seria legal falarmos sobre as técnicas de memorização e aprendizagem no trabalho de engenharia de requisitos / análise de negócio. Está aqui abaixo o link para a live de hoje (13/11/2018) às 20:00 e um post com um pouco do conteúdo que vamos abordar ao vivo.

 

Aqui está o post para darmos esse pontapé inicial:

Técnicas de Memorização

O conceito mais básico sobre memória é: aquilo que você não usa com frequência, seu cérebro entende que não é importante e vai jogar fora. Por isso temos a “memória de curto prazo” e a “memória de longo prazo”. Funciona mais ou menos assim: quase tudo que você memoriza vai primeiro para a memória de curto prazo e se você realmente precisar, aí essa memória será “promovida” para memória de longo prazo.

Então a técnica mais básica é a repetição, e você não precisa ficar repetindo 10 vezes a mesma coisa para gravar, você pode fazer isso com técnica! Veja esse vídeo bem interessante do “incrível club” que traz uma ótima explicação sobre a repetição. (infelizmente esse vídeo tem publicidade, paciência, vale a pena, rsrsrsrsrs)

Melhorando a Técnica de Repetição

Mas fazer essa repetição tem um probleminha embutido, nossa dificuldade de manter a atenção em um conteúdo quando nosso cérebro acha que não é importante (e se você está vendo algo que você já viu, “ele” pode decidir que aquilo não é importante, rsrsrsrsrs)

Aliado a esse problema, muitas vezes sentimos a mesma coisa ao tentar aprender ou manter um conhecimento sobre idiomas, não é? Então eu desenvolvi uma técnica própria de estudo, baseado em ver o mesmo conteúdo em idiomas diferentes, para diminuir os dois problemas de uma só vez. A única coisa que você precisa fazer é “dizer para o seu cérebro” que mesmo que você não esteja entendendo “nada” no outro idioma, isso é importante. Experimente com o vídeo anterior em Inglês e Espanhol:

 

Fala a verdade, foi divertido, não? rsrsrsrs

Outros Conceitos sobre a Memória

Nossa memória falha muito:

Uma das coisas que já falamos algumas vezes em nossos papos aqui no canal é que nossa memória não é tão “perfeita” quanto imaginamos. Muitas vezes temos lembranças misturadas ou mesmo “inventadas” pelo nosso cérebro. Vou recomendar mais uma vez o documentário “Hackers da Memória” que você acha facilmente na Netflix.

Isso significa que não devemos confiar na nossa memória e no trabalho de engenharia de requisitos / análise de negócio isso é especialmente importante.

As emoções influenciam em nossa memória:

Outro conceito que já abordamos algumas vezes foi o fato de nosso cérebro estar dividido em 3 “partes” quase como se fossem partes autônomas: Reptiliano, Sistema Límbico e Neocórtex. Pois bem, tem-se já como certeza que o sistema límbico, principalmente o hipocampo, desempenham importante papel na formação das memórias de longo prazo. Isso se deve ao fato de que as emoções podem ser um importante indicador da “relevância” de uma memória. Por exemplo, um perigo iminente para a sua vida que pode se repetir, deve ficar bem registrado para que possa ser evitado no futuro.

E como usar esses Conhecimentos para Melhorar a Aprendizagem

Primeiramente vamos ver um conceito interessante que provavelmente você já deve ter visto que é a pirâmide de aprendizagem proposta por William Glasser:

Confesso que existe uma certa controvérsia sobre a aceitação dessa pirâmide e dos conceitos por ela trazidos em alguns artigos que li, mas na minha visão e com a experiência que tenho em sala de aula e até mesmo montando esses conteúdos para o canal, a pirâmide parece fazer muito sentido.

Analisando a pirâmide de aprendizagem com as técnicas de memorização:

Perceba que mesmo usando as técnicas de memorização como a repetição ou mesmo outras técnicas mais avançadas (que podemos ver em um próximo post), nosso aprendizado chegaria a no máximo 50%, considerando a pirâmide. Existe algo muito importante que é a compreensão do que se está estudando e aí entra um conceito interessante que tenho falado muito que são os “pontos de ancoragem”.

Pontos de Ancoragem como Estrutura para Aprendizagem

Os pontos de ancoragem são conhecimentos chave que organizam algum assunto com o qual você tem algum familiaridade. No caso da aprendizagem, você pode usar esses pontos para aprender mais fácil, porém você também pode desenvolver a técnica de aprender a criar rapidamente os pontos de ancoragem para acelerar seu aprendizado.

Imagine que você vai pela primeira vez em uma reunião de Elicitação de Requisitos sobre um tema que você não domina e precisa aprender rapidamente. A melhor abordagem é entender um contexto geral antes de tentar entrar em detalhes. O mais curioso é que seu Stakeholder por ser um conhecedor do assunto (conhecendo algumas partes melhor que outras) tem a tendência de entrar em detalhes que você ainda não tem pontos de ancoragem suficientes para organizar esse conhecimento.

É necessário que você conduza a conversa de forma que evite a possibilidade de entrar em muitos detalhes, até que você consiga organizar melhor seu aprendizado. E aqui tem uma orientação interessante, chamada de técnica de Feynman. Vou abordar de forma bem rápida, porque pretendo explicar melhor em um próximo post também – toda terça vai ter artigo do papo de requisitos agora 😉

Visão Geral da Técnica de Feynman

Richard Feynman foi um físico americano (1918-1988), que era uma referência em matéria de aprendizagem. Sistematizou técnicas de estudo e costumava dizer que “poderia aprender qualquer coisa, desde que alguém conseguisse explicar-lhe com palavras simples”.

A base da técnica de Feynman é procurar conhecimento nas fontes mais adequadas possível, organizando passo a passo, somente passando para conceitos mais difíceis quando conseguir explicar o que aprendeu em simples palavras para uma pessoa que não domine o assunto (e nesse caso vale explicar para uma pessoa imaginária). Perceba que isso nada mais é que criar pontos de ancoragem sistematicamente.

Volte na pirâmide de aprendizagem de William Glasser e veja que essa simples técnica nos levaria ao último degrau da pirâmide, fazendo com que nosso aprendizado fosse o maior possível.

Acompanhe a minha apresentação ao vivo desse tema no Youtube usando o link no início do artigo (13/11/2018 às 20:00), ou assista o vídeo gravado pelo mesmo link.

Se quiser, deixe seus comentários aqui no post ou nas redes sociais.

Abraços,

R.Sabino

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